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Se você não quer denunciar

Muita gente busca informação e não quer registrar ocorrência. Os motivos são reais: medo de piorar, dependência financeira ou de cuidado, filhos, vergonha, ou simplesmente não querer que a pessoa seja presa. Você tem direito a receber ajuda mesmo assim — com um limite, que esta página explica logo abaixo.

O que você pode fazer sem denunciar

  • Ligar 180 (mulher) ou 100 (criança, adolescente, pessoa idosa, pessoa com deficiência) para conversar, tirar dúvidas e conhecer seus direitos, sem se identificar
  • Procurar o CRAS ou o CREAS para acompanhamento social e acesso a benefícios
  • Procurar a unidade de saúde para atendimento médico e psicológico
  • Procurar a Defensoria Pública para entender suas opções, inclusive divórcio, guarda, pensão, curatela e interdição de procuração
  • Montar um plano de segurança para o caso de precisar sair rápido
  • Guardar provas com alguém de confiança, para usar se um dia você decidir

O limite honesto desta página

Quando a vítima é criança, adolescente, pessoa idosa ou pessoa com deficiência, a comunicação é obrigatória por lei e não depende da vontade de quem sofreu nem de quem soube. Nesses casos, quem atende é obrigado a comunicar. Isso não é motivo para não buscar ajuda: é motivo para saber disso antes de decidir.

Uma informação importante antes de decidir

Dependendo do que aconteceu, o processo criminal pode seguir mesmo que você não queira dar continuidade, porque alguns crimes não dependem da manifestação da vítima. Peça orientação antes, na Defensoria Pública, pelo 180 ou pelo 100.

Sobre o tempo que você leva

Sair de uma relação violenta costuma levar várias tentativas. Isso não é fraqueza nem falta de decisão: o risco de agressão grave aumenta justamente no momento da separação, e quem vive a situação percebe isso.

Quem depende de cuidado — pessoa idosa, pessoa com deficiência, criança — muitas vezes depende financeira ou fisicamente de quem agride. Isso torna a saída mais lenta, e não menos legítima.

Buscar informação, montar rede de apoio e organizar documentos são passos reais de proteção, mesmo que você continue na mesma casa por enquanto.

A decisão continua sendo sua

Fora dos casos de comunicação obrigatória acima, ninguém pode te obrigar a denunciar. Procurar apoio não te compromete com nada e não te obriga a seguir adiante.