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Quero ajudar alguém

Se você desconfia que alguém próximo está vivendo violência, o seu papel é importante — e a forma como você age faz diferença no risco que essa pessoa corre. Há também situações em que comunicar deixa de ser escolha sua e passa a ser obrigação legal.

O que ajuda

  • Escutar sem julgar e sem perguntar por que a pessoa não sai
  • Dizer com clareza que você acredita nela e que a culpa não é dela
  • Perguntar o que ela precisa, em vez de decidir por ela
  • Combinar um código ou uma palavra para ela avisar que precisa de socorro
  • Guardar cópias de documentos e provas na sua casa, se ela pedir
  • Manter o contato mesmo quando ela se afasta — o isolamento é parte da violência
  • Se for pessoa idosa ou pessoa com deficiência, visitar com frequência e insistir em ficar a sós com ela por alguns minutos
  • Ligar 190 se você presenciar ou ouvir uma agressão acontecendo

O que aumenta o risco

  • Confrontar quem agride ou avisar que você sabe
  • Denunciar por conta própria sem falar com a pessoa antes, salvo se houver risco imediato de vida ou se a vítima for criança, adolescente, pessoa idosa ou pessoa com deficiência — nesses casos comunique
  • Pressionar para que ela saia hoje, sem plano e sem para onde ir
  • Dizer que se fosse com você seria diferente
  • Desistir dela quando ela volta atrás

Quando comunicar não é opcional

Se a vítima é criança, adolescente, pessoa idosa ou pessoa com deficiência, a comunicação é obrigatória por lei e independe da vontade dela. Criança que presencia violência doméstica também é vítima. Comunique o Conselho Tutelar, no caso de criança e adolescente, ou ligue 100 nos demais casos. Você não precisa ter certeza nem provas — quem avalia é o serviço.

Canais que você pode acionar