Tudo bem. Esta lista não cobre tudo, e não saber encaixar o que você vive não é motivo para desistir.
O 180 atende dúvidas sobre violência contra a mulher e o 100 atende criança, adolescente, pessoa idosa e pessoa com deficiência. Os dois são gratuitos, funcionam 24 horas e você não precisa dizer seu nome.
Não continue lendo. Ligue agora.
Se você não puder falar, ligue para o 190 e deixe a linha aberta: a central consegue localizar a chamada.
A lei reconhece seis formas de violência, e só uma delas é física.
Ameaça, humilhação, controle do seu dinheiro, vigilância do seu celular, isolamento da sua família e usar quem você ama para te atingir são todas formas previstas em lei.
Ver as seis formas
Nenhum comportamento seu autoriza alguém a te agredir. Discussão não é justificativa, ciúme não é justificativa, bebida não é justificativa, cansaço de cuidar não é justificativa.
Fazer você acreditar que a culpa é sua é parte do funcionamento da violência psicológica.
Ver os sinais
Esse período de arrependimento e promessas faz parte de um ciclo que costuma se repetir, e voltar mais grave.
Buscar informação agora não obriga você a fazer nada.
Ver o plano de segurança
Deixar sem comida, sem remédio, sem banho ou sem atendimento de saúde é violência por omissão, e é crime.
Também é violência esconder ou quebrar cadeira de rodas, bengala e aparelho auditivo, reter o cartão do benefício, fazer empréstimo em seu nome ou trancar você em casa.
Ver como isso aparece em cada caso
Você pode ligar 180 ou 100 só para conversar, procurar o CRAS ou o CREAS, buscar atendimento de saúde e psicológico, e falar com a Defensoria Pública sobre seus direitos.
Nada disso exige registrar ocorrência.
Ver todas as opções
Esse medo é legítimo, e o risco costuma mesmo aumentar no momento da separação.
Por isso existe plano de segurança: preparar documentos, combinar um código com alguém de confiança e saber para onde ir são passos de proteção mesmo antes de qualquer decisão.
Ver o plano de segurança
A dependência pode ser financeira ou de cuidado, e as duas são reais.
O CRAS orienta sobre benefícios e programas. A medida protetiva pode incluir pensão provisória e determinar que quem sai de casa seja quem agride. Quando a vítima depende de cuidado, o CREAS acompanha o caso e organiza a rede.
Ver o que a lei garante
Nesse caso a lei é diferente e é importante você saber antes de decidir: a comunicação é obrigatória e não depende da vontade da vítima nem de quem soube.
Isso não é motivo para não buscar ajuda. É motivo para ligar e receber orientação sobre como a proteção vai funcionar.
Ver o limite desta situação
Na delegacia, no mesmo atendimento em que você registra, sem advogado e sem pagar nada.
Existe medida protetiva prevista em lei para mulher, pela Lei Maria da Penha, e para criança e adolescente, pela Lei Henry Borel. Para pessoa idosa e pessoa com deficiência, o pedido é feito pela via judicial comum, com apoio da Defensoria ou do Ministério Público.
Ver como a lei protege cada pessoa
Documento com foto, se tiver. Prints de mensagens, áudios, fotos de ferimentos e de objetos quebrados, extratos que mostrem movimentação estranha na conta e nomes de quem presenciou.
Envie cópia para alguém de confiança antes de ir.
Ver o passo a passo
Descumprir medida protetiva é crime.
Ligue 190 na hora, guarde print de toda tentativa de contato e comunique a delegacia.
Ver o que fazer
Escute sem julgar e sem perguntar por que ela não sai. Diga que você acredita nela e que a culpa não é dela.
Pergunte o que ela precisa em vez de decidir por ela, e combine uma palavra que signifique pedido de socorro.
Ver o que ajuda e o que piora
Se for mulher adulta, o ideal é falar com ela antes, salvo risco imediato de vida.
Se a vítima for criança, adolescente, pessoa idosa ou pessoa com deficiência, você pode e deve comunicar mesmo sem o consentimento dela. Não é preciso ter certeza nem provas.
Ver quando comunicar não é opcional
Criança que presencia violência contra alguém de quem gosta também é vítima — isso está escrito na Lei 13.431/2017.
Comunique o Conselho Tutelar ou ligue 100. Quem avalia a situação é o serviço, não quem comunica.
Ver o site do Conselho Tutelar
Falta de comida, de remédio, de higiene ou de atendimento de saúde é violência por omissão, e o cartão do benefício retido é violência patrimonial.
Ligue 100 ou procure o CREAS. O Ministério Público e o Conselho da Pessoa Idosa também recebem a comunicação.
Ver onde buscar ajuda
Use uma janela anônima, apague o histórico depois de pesquisar e verifique se há aplicativo de rastreamento instalado no seu celular.
Se puder, use o aparelho de alguém de confiança.
Ver segurança digital
Separe aos poucos documentos, cartões, remédios de uso contínuo e uma muda de roupa, e deixe essa bolsa na casa de alguém de confiança.
Quem usa órtese, prótese, aparelho auditivo ou cadeira de rodas precisa pensar antes em como levá-los.
Ver o plano de saída